Os principais derivados da resina de pinus são o breu e a terebintina, amplamente utilizados pela indústria de vernizes, tintas, adesivos, esmaltes e outros. A extração da resina, no entanto, ainda é feita manualmente, com cortes nos troncos de árvores de pinus e sacos presos abaixo dos cortes para coletar o produto.
Após quatro anos de pesquisa, construção de protótipos e realização de testes, a Irani protocolou pedido de registro no Sistema Internacional de Patentes (PCT) de um resinador mecânico, inédito no mundo. O equipamento foi desenvolvido especialmente para a extração de resina nas florestas da companhia no Rio Grande do Sul. O pedido de proteção da invenção também foi feito no Brasil.
Desenvolvido pela Irani, em parceria com a startup Real World Agronomy, o projeto é resultado de um desafio de inovação aberta, lançado pela companhia para a mecanização do processo de extração da goma resina. Futuramente, o equipamento poderá ser adaptado para outras culturas que necessitem de resinagem, como na produção de látex, por exemplo.
A empresa projeta um processo de extração da resina 20% maior com o equipamento. Além de menor esforço que o processo manual, a máquina tem maior precisão na realização das estrias.
Foto resinador: Divulgação/Irani